A terra está de sobreaviso. A qualquer momento, pode ser possível a chegada não esperada de acônidas! Os acônidas agem à surdina... implantam um transmissor no gigante gasoso do sistema Rigel... e entregam um presente muito mal visto... Mal-Se. Sem aperceberem-se, os terranos são surpreendidos por um monstro de plasma que tudo contamina... e a cura? Se nada for feito em tempo... tudo o que é orgânico corre o risco de se transformar em plasma. Entrementes, um grupo de aras estava preparando um ataque com a doença do enrijecimento intestinal para destruir a humanidade... a resposta é encontrada em uma cidadezinha perto de Paris...
domingo, 7 de novembro de 2010
Perry Rhodan - P-102 - A Divisão III entra em Ação
O cargueiro Carolina, em rota à Árcon, é atacado por uma nave dos saltadores. Surpreendentemente, 05 tripulantes conseguem fugir antes da destruição completa. Os náufragos se dirigem ao planeta Ghama, onde são novamente atacados pelos saltadores e resgatados pelos ghameses, que os entregam aos saltadores, que mantém um posto no planeta. A Divisão III, capitaneada pelo coronel Quinto, entra em ação para tentar resgatar os sobreviventes e prender o chefe dos saltadores. Uma operação delicada e secreta é levada a cabo em Ghama. Mas os terranos conseguem levar a bom termo a empreitada.
Perry Rhodan - P-101 - O Globetrotter das Estrelas
Esta aventura se passa depois que a nave Fantasy consegue escapar do Sistema Azul. Apesar do sucesso na empreitada, o cruzador experimental Fantasy apresenta defeitos que levam ao abandono da nave. Com parte da tripulação sobrevivente, Rhodan parte com a nave auxiliar rumo a um sistema desconhecido no qual encontrará um planeta inteiramente coberto por uma espécie de plasma. Enviando sinais de socorro, os mesmos são captados por Samuel Graybound, contrabandista que estava fugindo de uma patrulha... Graybound sai em socorro dos náufragos...
sábado, 6 de novembro de 2010
Perry Rhodan - P-100 - A Estrela do Destino
A aventura narrada neste volume se passa no cruzador experimental Fantasy. A Fantasy é um protótipo para o teste da propulsão linear, o qual deverá substituir o modelo de propulsão de hipersaltos. Esta tecnologia é derivada do descobrimento feito com o contato com os Druufs, a mais de 50 anos passados. Após a decolagem da Fantasy, os cosmonautas se vêem na expectativa de testar o novo modelo de propulsão, também conhecido com sistema Kalup, em homenagem a Arno Kalup, reconhecidamente o maior matemático terrano. Durante a viagem ao centro da galáxia, a Fantasy intercepta de forma não esperada um grande sol amarelo. Tentando livrar-se da massa arrancada durante a passagem no interior do mesmo, a Fantasy transpõe o campo energético do sistema azul. Dentro do referido sistema, os terranos descobrem que seus habitantes são os ancestrais dos arcônidas, nomeados acônidas – nome este derivado do sistema central, nomeadamente, Ácon. Os terranos se dirigem à lua maior do quinto planeta, nomeado como Sphinx por Rhodan, a fim de conhecer a origem dos abalos estruturais detectados pelos instrumentos. Lá descobrem que os abalos estruturais são causados por transmissores altamente sofisticados tecnologicamente. Sendo ignorados, os terranos aportam em Sphinx, sendo recebidos pela beldade Auris. Convidados a se retirarem, os terranos por pouco não sucumbem à paralisante cintilação esverdeada. Somente com muito sacrifício conseguem os mesmos escapar após um telesalto de Gucky, que consegue abaixar a alavanca do sistema de decolagem de emergência, a qual acionada segue a programação previamente embutida no computador. Conseguindo escapar de Sphinx, a Fantasy segue espaço à fora à velocidade estonteante de milhões de vezes maior do que a luz.
(Este é o primeiro livro do terceiro ciclo - Os Pos-Bis)
(Este é o primeiro livro do terceiro ciclo - Os Pos-Bis)
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Planolânida - Um Romance em muitas Dimensões (Flatland - A Romance of many Dimensions)
Planolândia é um livro delicioso de ler, inteligente, satírico, educacional.... apesar dos mais cem anos de publicação, seu conteúdo é mais do que moderno e atualizado. Não farei muitas delongas... o conteúdo fala por si mesmo.
(Dedicatória)
Aos
Habitantes do ESPAÇO EM GERAL
E a H. C. em PARTICULAR
Esta Obra é Dedicada
Por um Humilde Nativo de Planolândia
Na Esperança de que
Da mesma forma que ele foi Iniciado nos Mistérios
Das TRÊS Dimensões
Tendo sido anteriormente versado
Em APENAS DUAS
Os Cidadãos daquela Região Celeste
Possam aspirar cada vez mais
Aos segredos das QUATRO, CINCO OU ATÉ MESMO SEIS Dimensões
Dessa forma contribuindo
para o Engrandecimento DA IMAGINAÇÃO
E o possível Desenvolvimento
Do raríssimo e excelente Dom da MODÉSTIA
Entre as Raças Superiores
Da HUMANIDADE TRIDIMENSIONAL
(Prefácio à edição brasileira)
OS MUITOS LADOS DO PRECONCEITO
Finalmente. Há mais de um século Planolândia deveria estar na prateleira dos leitores brasileiros, mas por distração (ou desleixo) dos editores brasileiros não havia nenhuma edição disponível no mercado nacional. O atraso, resolvido com esta edição, só não comprometeu a atualidade do texto, escrito pelo clérigo inglês Edwin Abbott em 1884.
Protegido da crítica, em sua primeira edição, pelo pseudônimo de "A. Square” (O autor criou
um trocadilho utilizando o "A" de Abbott no lugar do artigo indefinido inglês e "Square"
(quadrado) como se fosse o seu sobrenome, para compor o nome "Um Quadrado", que serviu tanto
para o autor como para seu personagem.), Abbott satiriza os preconceitos da sociedade
inglesa vitoriana criando um mundo de duas dimensões. Na obra, seu alter ego e narrador, "O Quadrado", mostra um mundo em que as pessoas são figuras geométricas (triângulos, quadrados, pentágonos, hexágonos etc.) e a classe social à qual pertencem é proporcional ao número de lados que elas têm e à perfeição de suas formas. Qualquer irregularidade (deficiência física) é uma desgraça punida com a morte ou com a internação em um hospital que tentará consertar o desvio. Qualquer casamento entre figuras geométricas (classes sociais) diferentes é visto com desconfiança, senão com tristeza, por parte das figuras (classes) com
maior número de lados. As mulheres não têm nenhum lado, são somente uma linha e são obrigadas a entoar um canto de paz quando se deslocam pelo mundo. Uma regra que, se desobedecida, leva à execução sumária. Afinal, na perspectiva de um mundo plano, a única coisa que se vê são os lados dos triângulos, quadrados etc. Mulheres, que não têm lados, são somente um ponto e ficam quase invisíveis em Planolândia. O contato físico de uma delas com o lado de um ser mais elevado pode furá-lo, matando-o.
Mas "O Quadrado" teve a oportunidade de ir além do preconceito contra mulheres e portadores
de deficiência física e foi apresentado ao mundo das três dimensões. Ficou tão fascinado que aventou a possibilidade da existência de uma quarta, quinta, sexta dimensões. Nada e tudo a ver com a Teoria da Relatividade Especial de Albert Einstein. Nada porque Abbott escreveu seu romance quando Einstein ainda usava calças curtas e não pensava em fórmulas. Tudo porque Einstein descobriu a quarta dimensão e chamou-a de tempo. Hoje os físicos acreditam que o mundo tem algo em torno de dez dimensões de espaço e uma de tempo, mas que só vemos três delas (altura, comprimento e profundidade). As outras dimensões espaciais são invisíveis de tão pequenas. A existência dessas onze dimensões faz parte da chamada teoria das
supercordas, que diz, entre outras coisas, que o mundo não é feito de partículas puntuais, mas de pequeníssimas cordas que, conforme vibram de diferentes formas no espaço, criam elétrons, quarks, fótons e todas as outras partículas que conhecemos.
Abbott mirou em um elefante e acertou, sem querer, na mosca quanto à analogia e à sátira. O reconhecimento de seu talento literário foi imediato. Planolândia foi um sucesso instantâneo na Inglaterra, teve uma segunda edição no mesmo ano (1884) de seu lançamento e um prefácio escrito por Abbott em nome de "A. Square"*. Nele, já cansado de seu triste destino (deixo para os leitores o prazer de descobrir qual), "A. Square" deixa Abbott se expressar. O resultado é: "Ai de nós, a cegueira e o preconceito são traços comuns à humanidade em todas as dimensões". Completo: e para todos os tempos.
No século XX, Einstein construiu a sua teoria, Francis Crick e James Watson descobriram a estrutura do DNA dos seres vivos, mas nós continuamos presos aos nossos pequenos preconceitos. Infelizmente.
Alessandro Greco - Engenheiro,
Jornalista e autor do livro Homens de Ciência (Conrad Livros)
* O autor criou um trocadilho utilizando o "A" de Abbott no lugar do artigo indefinido inglês e "Square" (quadrado) como se fosse o seu sobrenome, para compor o nome "Um Quadrado", que serviu tanto para o autor como para seu personagem.
PREFÁCIO À SEGUNDA EDIÇÃO REVISTA,
1884, PELO EDITOR
Se meu pobre amigo de Planolândia tivesse mantido o vigor mental de quando começou a escrever estas Memórias, eu não precisaria agora representá-lo neste prefácio, no qual ele deseja, primeiramente, agradecer a seus leitores e críticos de Espaçolândia pelo apreço que, com inesperada presteza, exigiu uma segunda ediçãodesta obra. Em segundo lugar, ele deseja se desculpar por certos erros e problemas de impressão (pelos quais ele não é, no entanto, totalmente responsável) e, em terceiro lugar, esclarecer um ou dois equívocos. Mas ele não é o mesmo Quadrado de outrora. Anos de encarceramento e o peso ainda maior do descrédito e da zombaria combinou-se com a deterioração natural da velhice e suprimiu de sua mente muitos
dos pensamentos e das noções, e também grande parte da terminologia, que ele havia adquirido durante sua curta permanência em Espaçolândia. Portanto, ele me pediu que respondesse por ele a duas objeções em especial, uma de natureza intelectual e outra de natureza moral.
A primeira objeção é a de que um planolandês, ao olhar para uma linha, vê algo que deve parecer ser espesso assim como extenso (de outra feita, se não tivesse espessura, não seria visível). Conseqüentemente ele deveria (assim se argumenta) reconhecer que seus compatriotas são não apenas extensos e largos como também (embora sem dúvida em um grau muito pequeno) espessos ou altos. Essa objeção é plausível e, para os espaçolandeses, quase irresistível, tal que, confesso, ao ouvi-la.
Pela primeira vez, não soube como responder. Mas a resposta de meu velho amigo parece elucidá-la por completo.
"Admito" - disse ele, quando mencionei essa objeção - "a verdade dos fatos apresentados pelos críticos, mas nego suas conclusões. É verdade que de fato temos em Planolândia uma terceira dimensão não percebida, denominada 'altura', da mesma forma vocês têm em Espaçolândia uma quarta dimensão não percebida, que no momento ainda não tem nome, mas que eu vou chamar de 'altura extra'. Assim como não conseguimos tomar conhecimento de nossa 'altura', vocês não conseguem tomar conhecimento de sua 'altura extra'. Mesmo eu - que estive na Espaçolândia e tive o privilégio de compreender por 24 horas o significado de 'altura' - hoje não consigo compreendê-la, nem percebê-la por meio da visão ou por qualquer processo racional. Posso apreendê-la tão-somente por meio da fé.
"A razão é óbvia. Dimensão implica direção, medida, o mais e o menos. Ora, todas as nossas linhas são igual e infinitesimalmente espessas (ou altas, como quiser); conseqüentemente, não hã nada nelas que sugira a nossas mentes o conceito daquela dimensão. Nenhum 'micrômetro de precisão' - como foi sugerido por um açodado crítico de Espaçolândia - seria de qualquer utilidade para nós, porque não saberíamos o que medir, nem em. qual direção. Quando vemos uma linha, vemos algo que é extenso e brilhante; o brilho, assim como a extensão, é necessário a existência de uma linha. Se o brilho desaparece, a linha se extingue. Por isso,
todos os meus amigos de Planolândia- com os quais eu falo sobre a dimensão não percebida que é de alguma forma visível em uma linha - dizem: 'Ah, você quer dizer brilho'. E quando eu respondo: 'Não, estou falando de uma dimensão de fato', eles imediatamente retrucam: 'Então a mensure, ou nos diga em que direção ela se estende'. E isso me silencia, porque não posso fazer nenhuma das duas coisas. Ontem mesmo, quando o Círculo Cardeal (em outras palavras, nosso Sumo Sacerdote) foi inspecionar a Prisão Estatal e me fez a sétima visita anual, e, pela sétima vez, me perguntou se eu estava melhor, tentei provar para ele que ele era 'alto', assim como extenso e largo, embora não soubesse. Mas qual foi a resposta dele? 'Você
diz que eu sou alto? então meça minha altura e eu vou acreditar em você'. Que podia eu fazer? Como responder a esse desafio? Fiquei arrasado, e ele saiu triunfante da sala.
"Isso ainda lhe parece estranho? Então se coloque em uma situação semelhante. Suponha que uma pessoa da quarta dimensão, decidida a visitá-lo, dissesse: 'Todas as vezes que você abre os olhos, você vê um plano (que tem duas dimensões) e infere um sólido (que tem três), mas na realidade você também vê (embora não perceba) uma quarta dimensão, que não é cor, brilho nem qualquer coisa do tipo, e, sim, uma dimensão de
verdade, embora eu não possa lhe mostrar sua direção, nem você possa mensurá-la'. O que você diria a tal visitante? Você mandaria prendê-lo? Bem, essa é a minha sina: e é tão natural para nós, planolandeses, prender um quadrado por preconizar a terceira dimensão quanto é natural para vocês, espaçolandeses, prender um cubo por preconizar a quarta dimensão. Ai de nós, a cegueira e o preconceito são traços comuns à humanidade em todas as dimensões! Pontos, linhas, quadrados, cubos, cubos extras - somos todos passíveis dos mesmos erros, todos igualmente escravos de nossos respectivos preconceitos dimensionais, como um dos poetas da Espaçolândia disse:
'Um toque da Natureza torna todos os mundos afins’. "
Sob esse aspecto, a defesa do Quadrado me parece ser inexpugnável. Gostaria de poder dizer que sua resposta à segunda objeção (moral) foi igualmente clara e irrefutável. Foi objetado que ele odeia as mulheres, e como essa objeção foi veementemente instigada por aqueles cujos ditames da Natureza constituem a metade um tanto maior dos nativos de Espaçolândia, eu gostaria de removê-la, na medida em que eu possa honestamente fazê-lo. Mas Quadrado está tão desacostumado ao uso da terminologia moral de Espaçolândia que seria injusto reproduzir literalmente sua defesa. Atuando, então, como intérprete e resumindo suas palavras, deduzo que, durante o período de sete anos em que esteve preso, ele modificou seus pontos de vista, tanto em relação às mulheres quanto em relação às classes mais baixas, ou isósceles. Pessoalmente, ele agora tende, como as esferas, à opinião de que as linhas retas são em muitos - e importantes - aspectos superiores aos círculos. Mas, como historiador, ele se identificou (talvez demais) com as opiniões adotadas em geral pelos historiadores de Planolândia e (como foi informado) de Espaçolândia, em cujos textos (até muito recentemente) os destinos das mulheres e das massas raramente eram considerados merecedores de menção, e nunca de cuidadoso exame.
Em uma passagem ainda mais obscura, ele agora deseja desautorizar as tendências circulares ou aristocráticas que alguns críticos naturalmente creditaram a ele. Ao mesmo tempo em que faz justiça ao poder intelectual com o qual alguns Círculos por muitas gerações mantiveram sua supremacia sobre imensas multidões de compatriotas, ele acredita que os fatos de Planolândia, por si mesmos, sem comentários seus, mostram que as revoluções não podem ser sempre suprimidas com massacres, e que a Natureza, condenando os Círculos à infertilidade, condenou-os ao fracasso máximo - "e nisso", diz ele, "eu vejo o cumprimento da Lei máxima de todos os mundos, a de que enquanto a sabedoria do homem pensa que está realizando uma coisa, a sabedoria da Natureza o coage a realizar outra, bastante diferente e muito melhor". Quanto ao resto, ele implora que seus leitores não suponham que cada detalhe diminuto da vida quotidiana de Planolândia deva corresponder a algum outro detalhe em Espaçolândia. E, no entanto, ele espera que, tomada como um todo, sua obra seja sugestiva além de divertida para aqueles espaçolandeses de mentes moderadas e modestas que - falando daquilo que é da maior importância, mas que está fora do alcance da experiência - se recusam a dizer, por um lado, "Isto é impossível", e, por outro, "É necessariamente assim, e estamos a par de tudo".
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